quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Era meia-noite e o meu amor não estava.

"A noite vinha fria - negras sombras a rondavam - era meia-noite - e o meu amor tardava. - A nossa casa, - a nossa vida -
foi de novo revirada. - À meia-noite - o meu amor não estava. - Ai, eu não sei aonde ele está - se à nossa casa voltará, - foi esse o nosso compromisso, - e acaso nos tocar o azar, - o combinado é não esperar, - que o nosso amor é clandestino. - Com o bebé, - escondida, - quis lá eu saber, esperei. - Era meia-noite - e o meu amor tardava. - E arranhada pelas silvas - sei lá eu o que desejei: - não voltar nunca... - amantes, outra casa... - E quando ele por fim chegou - trazia flores que apanhou - e um brinquedo pró menino. - E quando a guarda apontou - fui eu quem o abraçou. - O nosso amor é clandestino..."

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